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Vacina: em que pé está essa confusão?

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Vamos falar sobre o alvoroço em que se encontra a questão da vacina: você está por dentro dos tipos, laboratórios e resultados dos testes? O que sabe sobre a politização que o assunto gerou no Brasil? Tem opinião sobre a obrigatoriedade? Acha que a Coronavac, desenvolvida em laboratório chinês, é segura o bastante para ser distribuída no território brasileiro? Sobre esses e ainda outros questionamentos você lê a seguir.

Ultimamente a discussão sobre a vacina contra a Covid-19 tem sido pauta diária em jornais, redes sociais e canais no YouTube. Inúmeras questões precisam ser levadas em consideração ao tomar medidas que tratam de saúde pública mundial. Precisamos discutir sobre a segurança ao se tomar o medicamento tendo em vista o tempo que se levou para a produção e quem de fato precisa tomar. O porquê da obrigatoriedade também é assunto que deve, incontestavelmente, ser pautado. Quais tipos de vacina temos? Quais laboratórios que estão as desenvolvendo? Sem contar toda a politização que gira em torno da questão, a forma como o Congresso lida com a saúde do brasileiro e a profilaxia ideal. Quantas vezes você já ouviu falar de tudo isso? Ou ao menos de algumas dessas coisas?

Sendo assim, comecemos com uma pergunta sobre a segurança que – não – temos: alguma outra vacina foi desenvolvida em tão pouco tempo? Geralmente demora-se cerca de 10 anos para a produção de uma vacina e estas contra a Covid-19 estão sendo feitas em 10 meses. Obviamente sabemos sobre a quantidade de dinheiro injetado e os testes que já vinham sendo feitos com outros tipos de coronavírus. Ainda assim a situação é complicada e duvidosa.

A discussão envolve também uma série de questões jurídicas. Por exemplo, sabe-se também que empresas fizeram acordos com os Governos para que eles assumissem as responsabilidades dos possíveis problemas, no Brasil laboratórios sugeriram ao Governo Federal que crie fundos para bancar possíveis ações judiciais provenientes das ações reversas advindas das vacinações. A questão piora quando o Presidente diz que as pessoas deverão assinar um “termo de compromisso”, transferindo a responsabilidade para a população. Alguém precisa dizer a Bolsonaro que a responsabilidade será dele, querendo ou não! Na prática o termo não valerá de nada, pois é a mesma coisa que alguém assinar um contrato de locação de um veículo com uma cláusula que prevê a penalidade de multa de um milhão de reais para quem arranhar o para-choque do carro: uma regra absurda que jamais será cumprida, e não será cumprida porque não é assim que o Direito funciona.

Antes de adentrar nas partes políticas que surgiram com o tempo, analisar as fases e os tipos das vacinas que podem ser produzidas é importante para nos atentarmos ao contexto. Vejamos primeiro quais são as 3 fases habituais. Primeiramente testa-se a Segurança e a Dosagem, com número reduzido de pessoas; posteriormente, faz-se uma análise da resposta esperada, com algumas centenas de pessoas e, por fim, verifica-se a eficácia, com milhares de pessoas. Elucidemos também quais são os tipos de produção de uma vacina. Existem as que são feitas utilizando o vírus atenuado ou inativo, a mais antiga forma de se produzir, inclusive, e há as que são feitas à base da gordura ou do açúcar contidos no vírus, além da terceira, que faz-se com o mapeamento da sequência genética.

E sobre os laboratórios que estão fazendo as vacinas contra a Covid-19, o que se sabe? As nacionalidades, laboratórios, grau de eficácia e tipo de fabricação são as seguintes: temos uma vacina inglesa, produzida em Oxford pelo laboratório sueco AstraZeneca com eficácia de 62 a 90% que utiliza-se da técnica do Vetor Viral; a vacina russa Sputinik V, do laboratório Gamaleya, com eficácia de 92% e também usa do Vetor Viral; os EUA têm a vacina produzida pela farmacêutica Moderna que parece ter eficácia de 95% e utiliza o RNA do vírus, assim como a vacina produzida pela Pfizer em parceria com o laboratório alemão Biotech que também possui eficácia de 95% utilizando da mesma técnica da Moderna. Por fim, a China e o Brasil são parceiros para produzir a Coronavac do laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, que pode chegar a eficácia de 97%, segundo relata o Governador Dória. Estes utilizam do vírus inativo para fabricar a “vaChina”.

Agora percebam como as coisas estão politizadas: Dória anunciou que São Paulo vacinará o “Brasil inteiro” a partir do dia 25 de janeiro, data do aniversário de 467 anos da cidade de São Paulo. Intrigante a questão, não? Por que motivo não antes dessa data? Existe ainda outro ponto importante: os documentos da Coronavac serão levados à ANVISA ainda no dia 23 de dezembro! E se a ANVISA não regulamentar? Sabe-se de uma grande pressão do Congresso que aprovou Medida Provisória na sexta-feira, 18, para que haja regulamentação por parte da Agência: o texto inclui “regras flexíveis” para autorização da vacina no território brasileiro – isso porque tá todo mundo preocupado com a saúde da população. O Governador de São Paulo ainda diz que vacinará por primeiro os idosos e profissionais da saúde. Por que Dória é tão alinhado com a China? Qual o interesse para que tenhamos logo essa vacina chinesa e não esperemos resultados mais consolidados de testes de outros laboratórios?

Outra dúvida que surge é a de como deveria ser conduzido o processo de vacinação em uma eventual aquisição. Pois, geralmente, a vacinação nos idosos é um protocolo que deveria ocorrer após dois anos da primeira fase de vacinação: primeiro aplica-se quem tem de 10 a 65 anos, após observar a reação nos que foram imunizados é que chega a vez dos idosos. Lembremos que o efeito de uma vacina, cirurgia ou qualquer outro procedimento médico jamais pode ser pior do que o impacto da doença em si e, por isso mesmo, as coisas devem ser feitas no seu devido tempo e não às pressas. A realidade do Brasil é o avesso do ideal e isso é perigoso.

Falando agora sobre a famigerada obrigatoriedade, o questionamento precisa ser, por primeiro, a respeito de quais serão as penalidades para aquele que não quiser tomar a vacina. O STF, inclusive, já determinou que os pais não podem proibir os filhos de tomarem. Ora, será coercitivo? Se eu não quiser tomar, quais sansões serão impostas sobre mim? Não prestar concurso, não tirar passaporte e problemas com entidades federais como faculdades, por exemplo? Ou serão multas e prisões como para quem não faz o uso de focinheiras, digo, máscaras e desobedecem a toques de recolher em algumas localidades? Estão discutindo a obrigatoriedade de um medicamento que ainda está em fase de testes e sobre o qual não temos segurança nenhuma.

Partindo para o fim dos questionamentos, é importante salientar que sobre a profilaxia o melhor a se fazer é, sem dúvidas, ter um tratamento precoce com medicação e cuidados com o sistema imunológico. É assim com a gripe, ora! Toma-se medicamentos! Cuida-se da saúde! Ivermectina, Azitromicina, Hidroxicloroquina, Corticóide, além de atividades físicas, boa alimentação e ingerir água com frequência. Tenho duas primas que foram infectadas: uma não precisou ser medicada e se curou naturalmente e a outra tomando dipirona conseguiu suportar as dores e se curou também. Assim como elas, têm-se várias outras pessoas que passaram pela mesma lida, o que mostra mais uma vez uma histeria causada por agentes que querem desestabilizar vários seguimentos do cotidiano normal do pagador de impostos.

Um exemplo disso é a minha cidade, Pará de Minas, no interior de Minas Gerais, que tem aproximadamente 100 mil habitantes: com os números atualizados no dia 18/12 temos aqui 1188 testes positivos e 30 óbitos; o restante foi recuperado da doença. Pouco mais de 1% da população foi infectada. 0,03% de óbitos. Menos de meio décimo! “Ah mas são vidas! Você não tem empatia.” Claro que são vidas. Sinto muito pelas vítimas e pelas famílias, mas as pessoas morrem de dengue, pneumonia, gripe, cigarro, álcool, drogas, acidentes, assassinatos. É a vida, ora! A economia não pode parar, a educação precisa voltar e o sistema de saúde tem de estar sempre preparado!

Moral da história: para mim, toma a vacina quem quiser, quando quiser e de onde quiser. O Estado precisa parar de fazer o papel de “papai mandão”. De uma coisa eu sei: não quero ser usado de cobaia em testes. Esperarei os resultados de outros laboratórios, verei o que o Governo Brasileiro vai resolver da vida e analisarei, como já venho fazendo há dias, as reações de quem toma as vacinas mundo à fora. São muitas as cenas dessa novela que ainda virão. Fiquemos atentos e esperançosos de que as coisas voltarão ao normal, mas não esperemos que a Globo avise quando pudermos voltar, de fato.

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