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Vacina de Oxford é posta em xeque após erros em estudo clínico

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Série de erros da AZD1222, popularmente chamada de Vacina de Oxford aqui no Brasil, joga um balde de água fria em quem acredita que vacinação é a única saída para vencer a pandemia.

No começo dessa semana a farmacêutica AstraZeneca anunciou que a vacina contra a covid-19, que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford, se mostrou com uma taxa de eficácia de até 90%. A notícia animou muitas pessoas e mercados pelo mundo, até que a realidade bateu à porta.

Com uma análise mais criteriosa feita nos dias subsequentes ao anúncio, constatou-se uma série de erros, dúvidas e inconsistências nos dados obtidos na fase 3 divulgados na segunda-feira (23). Metodologia, doses aplicadas, faixa etária e número de voluntários estão entre as questões que fizeram a vacina de Oxford ficar em xeque.

“Eles têm dados sólidos para uma vacina relativamente fraca e dados mais fracos ainda para uma relativamente forte”, disse o químico americano Derek Lowe. Já a bioestatística e especialista em testes de vacinas da Universidade da Flórida, Natalie Dean, afirmou que o rigor usado no estudo e a transparência dos dados são ruins, confundindo até mesmo especialistas.

A AstraZeneca utiliza vetor viral não-replicante, técnica relativamente nova. Vacinas já são fabricadas com essa tecnologia, mas absolutamente todas são de uso estritamente veterinário.

Um imunizante seguro e eficaz leva anos para ter sua distribuição à população liberada. Será que essa cor­rida de­sen­freada em busca de uma va­cina se jus­ti­fica quando constatamos que es­tamos tra­tando de uma doença que tem mais de 99,8% de taxa de cura? Fica o questionamento.

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