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Fa­biano Chaves: Spielberg e a Liberdade de Imprensa vale também para os Usuários das Redes Sociais?

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The Post, filme de Spielberg sobre jornalismo, aborda um veredicto da suprema corte norte-americana no século XX, que deu ganho de causa à liberdade de imprensa em oposição à censura governamental. Trazendo a realidade para o nosso século, faz um paralelo com a manipulação das mídias sociais sobre o que pode ou não ser divulgado.

Está acontecendo um debate, neste momento, nos EUA, sobre como definir as redes sociais, especialmente Twitter e Facebook. Discute-se se eles são editores de conteúdo, como jornais (nesse caso teriam responsabilidade sobre tudo publicado em suas plataformas), ou se são meros prestadores de serviço.

Isso vem num momento em que essas redes censuraram, deliberadamente, o jornal New York Post e o famigerado laptop do filho de Joe Biden, Hunter, que, entre vários conteúdos sexuais e de entorpecentes, havia conluios, venda de informações e corrupção capitaneados pelo pai. Necessário também lembrar os vídeos da médica Stella Emanuel sobre a cloroquina, que foram bloqueados.

O renomado jornalista Alexandre Garcia costuma dizer: fatos geram notícias, mas notícias não geram fatos. Spielberg narra o filme em duas vertentes, a do editor-chefe Ben Bradlee (Tom Hanks) e a dona e herdeira do jornal, Kay Graham (Meryl Streep). Enquanto Ben corre atrás das notícias, Kay procura cuidar das finanças. O que nos traz uma outra questão. Numa cena, Kay, confrontada por Ben sobre sua amizade com um secretário de Estado, lhe devolve a ironia, perguntando sobre sua amizade com Kennedy e seus jantares semanais na Casa Branca, viagens em veleiros e iates luxuosos. A personagem de Hanks lhe responde: “Jack (Kennedy) nunca foi uma fonte. E ele sabia disso”, ou seja, tudo que fosse repassado para o jornalista pelo Presidente ia mesmo como notícia.

Foi o que aconteceu com a suposta privatização do SUS pelo governo Bolsonaro nas redes sociais. Políticos de esquerda espalharam a “notícia”, baseados numa ação publicada no DOU para estudos sobre parcerias público-privadas para fazer, equipar e operar unidades básicas (que já existem com ótimos resultados). Foi o que bastou para os sedizentes paladinos do SUS, Anita, Bruno Gagliasso, Emicida e Thaís Araujo abrirem a caixa de ferramentas contra o “Bozo”, obviamente seguidos de seus habituais pacóvios. Pergunto-lhes: onde estiveram tão nobres e altruístas almas, afinal não vejo esses nomes frequentando hospitais públicos, quando o governo petista assaltou e vilipendiou a saúde em 242 bilhões de reais, transformando-a nesse caos que é notório hoje?

Como diria o filósofo odiado por essa gente, Olavo de Carvalho: o idiota útil, por definição, é idiota demais para saber que é útil e quem o utiliza.

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