Internacional

Relator da ONU pede relaxamento de sanções para país comunista

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A Coreia do Norte está sujeita a sanções da ONU desde 2006 por causa de seus programas nucleares e balísticos, além de perseguições a população local.

O relator especial da Organização das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, pediu à comunidade internacional que cogite com urgência suspender as sanções contra o país, que podem estar piorando os problemas de lockdown impostos pela pandemia do novo coronavírus, de acordo com o esboço de um relatório divulgado nessa quinta-feira (15 de outubro).

A Coreia do Norte está sujeita a sanções da ONU desde 2006 por causa de seus programas nucleares e balísticos, além de perseguições a população local. Em razão disso, nos últimos anos medidas cada vez mais duras foram adotadas.

O país impôs controles fronteiriços rígidos neste ano, em meio a medidas duras contra o novo coronavírus, mas está sofrendo com as sanções e com “problemas econômicos sistêmicos e condições climáticas anormalmente ruins”, escreveu Quintana.

A redução do comércio, por sua vez, ameaça os suprimentos de comida e o acesso à ajuda humanitária, disse ele no relatório, que será submetido à Assembleia-Geral das Nações Unidas na semana que vem.

Diante da situação inédita da pandemia de covid-19, Quintana afirmou que acredita que a responsabilidade internacional de reavaliar o regime de sanções é mais urgente do que nunca. A implantação maior de sanções começou a “afetar seriamente a economia inteira do país” e tem consequências adversas sobre os direitos econômicos e sociais da população, observou. Talvez, antes de criticar as posturas da comunidade internacional ao impor bloqueios a Coréia do Norte, Quintana deveria, primeiramente, criticar o ditador norte-coreano, o qual é o responsável direto pelas atrocidades que acontecem em seu território. Se o líder totalitário não mais perseguisse o povo de seu país, e não mais ameaçasse as nações ao seu redor com armas nucleares, provavelmente o país não estaria sofrendo o caos dos dias atuais. É através destas situações que se descobrem os limites entre o humanitarismo e a hipocrisia.

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