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Rafael Dantas: Ricardo Salles é um leão cercado por hienas

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A gritaria ambientalista reverberada pela grande mídia com o apoio dos famigerados especialistas focou em três pontos…

Existe um clichê consumido a esmo no Brasil de que o debate de ideias sustenta a democracia. Na era atual do “cancelamento” essa sentença se converteu em banalidade visto que no momento em que as ideias Conservadoras voltaram a florescer nessa Terra de Vera Cruz testemunhamos tentativas desesperadas de destruição das suas pétalas para inibir a gênese de seus frutos e o posterior amadurecimento de um real debate de ideias, agora sim podendo ser utilizado no plural.

Tal introdução poderia ser feita para qualquer tema supostamente debatido desde que Jair Bolsonaro foi eleito no fim de 2018.  Mas algumas pastas são mais estratégicas e consequentemente mais caras a esquerda. A Educação de Abraham Weintraub, os Direitos Humanos de Damares Alves e o Meio Ambiente de Ricardo Salles. Pela pasta do ex-Ministro Weintraub a esquerda fabrica seus militantes, com a manipulação dos Direitos Humanos fomenta o identitarismo e através do ministério de Salles avança sobre território alheio com suas intenções Globalistas.

Esse último objetivo foi escancarado durante o primeiro debate presidencial americano pelo candidato do Partido Democrata Joe Biden, quando o mesmo anunciou que “poderia nos pagar vinte milhões de dólares para pararmos de “destruir” a Amazônia ou nos imporia sérias restrições econômicas”.

Voltando aos temas nacionais, mais precisamente a decisão do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), de 28 de setembro do corrente ano, que derrubou três Resoluções anteriores. A Resolução 284, de 30 de agosto de 2001 que regulava processo de licença ambiental para empreendimento de irrigação. A Resolução 302, de 13 de maio de 2002, que determinava limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais, determinando que uma faixa de 30 metros ao seu redor fosse isenta de construção e a Resolução 303, de 13 de maio de 2002, que determinava as APPs em áreas litorâneas de manguezais e faixa de restinga.

A gritaria ambientalista reverberada pela grande mídia com o apoio dos famigerados especialistas focou em três pontos. O primeiro foi a mudança na composição do Conama de 96 membros titulares mais 96 suplentes, no modelo anterior, para 23 membros. Segundo ambientalistas essa mudança criou brecha para a recente boiada como havia se referido Ricardo Salles em reunião Ministerial vazada pelo STF. Mas o argumento de Salles é que a redução da quantidade de membros manteve a proporcionalidade entre os entes que já faziam parte do Conselho.

Outro ponto foi a redução das Áreas de Preservação Permanente. Dificultar para facilitar é a estratégia aplicada por governos anteriores, proibindo tudo e ao mesmo tempo abrindo exceções aos amigos do rei.  Salles foi preciso ao dizer que as Resoluções extintas estavam em conflito com legislação mais recentes, como o Código Florestal de 2012 e a Lei da Mata Atlântica de 2006.

Por último a liberação da incineração de resíduos gerou também burburinho. Dentre os itens estão os recipientes de agrotóxico e pneus, que tem como resultado de sua queima o coque, um derivado do petróleo que sendo reutilizado diminuiria a dependência do combustível fóssil.

Quando analisamos as decisões do Conselho, liderado pelo Ministro do Meio Ambiente, mesmo que superficialmente como feito nos parágrafos acima, se escancaram os objetivos das manchetes sensacionalistas recheados de opiniões especializadas de viúvas de cadeiras extintas no referido Conselho.

O fato curioso dessa celeuma é a objeção da esquerda em relação a liberação da queima controlada de pneu, quando sabemos que são eles, através de seus insanos militantes, os maiores ofensores na queima descontrolada de pneu pelas estradas Brasil a fora. A esquerda e sua doentia hipocrisia.   

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