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Rafael Dantas: Blogueiros da grande mídia não escondem mais a falta de isenção

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Um dos núcleos dos computadores que operam a apuração falhou. Precisou ser reparado. Por isso o atraso. Um problema técnico de hardware.

Assim se justificou Roberto Barroso, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em pronunciamento oficial. Por mais que seja absolutamente incipiente, essa explicação foi acolhida como inalienável verdade e repetida por profissionais que deveriam ter, por força de sua profissão, a obrigação de questionar.

No mundo corporativo a técnica desenvolvida por Taiichi Ono, pai do Sistema de Produção Toyota, dos 5 Porquês (5 – Why) é utilizada a exaustão na identificação da causa-raiz de um problema e funciona da seguinte forma: a partir da definição de um problema, perguntamos o porquê este problema está ocorrendo. A cada pergunta, recebemos uma resposta que leva à próxima pergunta. O normal é fazer 5 perguntas para encontrar o causador primeiro de um problema.

Mas no universo dos blogueiros e analistas da grande mídia não há interesse pelo questionamento. A intenção é carimbar a informação oficial quando se trata dos parceiros de luta anti-Bolsonaro. Assim como ocorrido nos Estados Unidos desde o dia 3 de novembro, evidências gritantes de fraude nas eleições são ignoradas e tratadas como choro de perdedor e teoria de conspiração.

Até essa eleição do dia 15 de novembro a totalização dos votos era feita pelos Tribunais Eleitorais Regionais e divulgadas a medida que eram apuradas as urnas. Então era possível acompanhar quase que voto a voto o desenrolar da contagem. Mas Barroso decide inovar e centralizar essa contagem, e além disso represa a divulgação da divulgação da contagem sob a justificativa de atraso causado por um problema técnico.

Nessa thread do empresário Otavio Fakhoury testemunhamos a consequência do que foi descrito no parágrafo acima. Foram divulgadas somente quatro parciais de votos para a Prefeitura de São Paulo, em que coincidentemente os candidatos mantêm o mesmo percentual com variação irrisória. Algo inimaginável, dado que cada candidato possui seu próprio curral eleitoral.

Hoje, em evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Rodrigo Maia afirmou que o ciclo que elegeu Bolsonaro não se repetirá em curto prazo. A que se deve tamanha certeza do deputado? Será pelo sucesso do piloto das eleições municipais para aplicação em 2022?

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