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Luciana Souza: Um nação sobrevivendo a psicopatas no poder

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Reina entre os brasileiros o sentimento de descrédito para com a classe política e com o judiciário. Mesmo assim, a cada eleição o povo vai às urnas e as suas esperanças, de renovação e de mudança, renascem. Mas, na maioria das vezes, a realidade dura do cenário nacional nos açoita com sentimentos de traição e decepção para com aqueles que elegemos como nossos representantes.

Um exemplo recente de decepção que podemos citar é aquela vivida por eleitores que votaram em Joices, Frotas e Fernandos entre outros que se penduraram no movimento conservador e juraram defender nossos valores, para pouco depois de diplomados, abandonarem totalmente as pautas e nos virarem as costas. Pior que isso, passaram a militar nas causas contrárias, unindo-se a esquerda contra o presidente eleito e seus apoiadores.

Talvez, contassem com o esquecimento dos eleitores. Afinal, a falta de memória dos eleitores é famosa. Apostaram que sairíamos da cabine eleitoral e não lembraríamos mais deles. Logo viriam outros pleitos e voltariam a nos pedir votos.

Por trinta anos foi assim. Políticos com seus nomes chafurdando em escândalos de corrupção, suspeitos de crimes e envolvidos em atos imorais se reelegendo graças a falta de memória do povo.
Além disso, o sistema de judiciário vem gradativamente se tornando benevolente com criminosos, aplicando leis brandas, que nem punem nem corrigem, os maus elementos da sociedade.

Para piorar a “justiça” ainda pune cidadãos que usam da prerrogativa da lei de legítima defesa. Quem não se lembra do caso do cunhado da apresentadora Ana Hickmann? Um meliante ameaçava, com uma arma, a artista e sua concunhada. Ao se deparar com a cena Gustavo reagiu em defesa das mulheres e atirou no meliante. Este veio a falecer no local. Gustavo Correa se incomodou com o judiciário que queria sua prisão por excesso de legítima defesa! Sim. Queriam colocá-lo atrás das grades.

Este cenário de impunidade e de leis iníquas que punem o homem de bem e recompensa àquele que faz o mal, acarreta em prejuízos a nação brasileira. No prefácio, escrito pelo professor Olavo de Carvalho, do livro Ponerologia- Psicopatas no Poder, ele destaca as consequências para o Brasil, termos sido governados por homens maus e ineptos: “Chegamos a inacreditáveis setenta mil homicídios por ano! Não podemos deixar de fora o crime de estelionato cometido pelas universidades que despejam mais de 50% de analfabetos funcionais com diplomas de ensino superior, no mercado de trabalho.”

Tivemos também a banalização de comportamentos autodestrutivos, ataques massivos a tradição judaica cristã, promiscuidade sexual, e apologia a pedofilia, inseridos, paulatinamente, por meio de programas televisivos e espetáculos, sendo apresentados como cultura. Tudo isso, resultou em uma deturpação moral em todas as esferas da sociedade. Aqui impera a lei de Gerson: levar vantagem em tudo. Quem nunca ouviu a frase: o mundo é dos mais espertos, muitas vezes, saindo da boca de pessoas inescrupulosas para justificar-se ou até gabar-se quando cometeram algum ato, senão criminoso, imoral? Certamente, que este pensamento leva a concluir que o honesto é bobo.

Relembremos um caso ocorrido em 2004, quando o senhor Francisco Basílio Cavalcanti, faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma mala contendo dez mil dólares e fez questão de anunciar nos alto falantes do aeroporto para entregar a mala para o verdadeiro dono, um turista distraído. Ato louvável de honestidade de um homem simples que recebia o salário mínimo, a época R$376,00. Como recompensa, seu Francisco gostaria de realizar um sonho: conhecer o então presidente Luis Inácio Lula da Silva. No encontro, televisionado e disponível no Youtube, testemunhamos o seguinte diálogo:


LULA – Você acha que tem muitos brasileiros que fariam o que você fez?
SR. FRANCISCO – Ah, tem. Tem.
LULA – Mas, e esses seus amigos que disseram pra você comprar uma casinha, comprar um carro?
SR. FRANCISCO – É. Esse já é o lado que é do desonesto, né?
LULA – Não. Não é nem desonesto, não.
SR. FRANCISCO – É não, né, presidente?
LULA – Nada. Eu acho que o cara achou um dinheiro. Não tem dono, sabe? “O cara fala, conforme for, vou ajudar a minha vida.”


Assistir a este diálogo nos deixa perplexos. Quais sentimentos teríamos se estivéssemos no lugar do senhor Francisco? Nos sentiríamos inferiorizados por sermos honestos? Como a população se sentiu ao assistir ao presidente do Brasil dizer que se apropriar de algo de outra pessoa não era desonesto? Não percebemos os sinais. Ao final da era PT, tínhamos uma certeza, foi a era de maior corrupção em toda a história do mundo! O Sr. Luis Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção em duas instâncias jurídicas. Mas o mal praticado nas esferas de poder não se restringe a política.

Há a certeza que a sociedade brasileira não passou imune. O psicólogo polonês, Andrew Lobakczewski, junto a um grupo de cientistas, realizou um estudo sobre desordens de personalidade em líderes políticos e em como suas psicopatias refletiam em todo o sistema que governava as nações, por conseguinte, as pessoas. Seus estudos foram publicados no livro já citado acima, Ponerologia- Psicopatas no Poder. Já no prefácio, o professor Olavo de Carvalho faz esta importante observação que este estudo é a chave para entender o que aconteceu no Brasil, ao brasileiro, como consequência de termos, por 30 anos, psicopatas dominando a nação:

Quando psicopatas dominam a insensitividade moral se espalha por toda a sociedade, roendo o tecido das relações humanas, fazendo da vida um inferno… isso acontece não porque a psicopatia seja contagiosa, mas porque aquelas mentes menos ativas, meio às tontas, vão se adaptando às novas regras e valores, se tornam presas de uma sintomatologia, claramente histérica e disforme… é assim, que um grupo relativamente pequeno de líderes psicopáticos destrói a alma de uma nação.


Lobakczewski aponta que psicopatas ao chegarem ao poder criam redes de controles e sistemas de governo baseados em ideologias nefastas, colocam em cargos de confiança e estratégicos tipos vulgares, sem talento e vis. Estes escondidos em seus cargos têm medo de serem desmascarados por pessoas altamente produtivas. Por isso, sabotam a subida destes qualificados na hierarquia, delegando-os a funções abaixo de suas capacidades. Como resultado, temos todo um sistema doentio e ineficaz de governo imposto à nação. Para uma pessoa normal sobreviver a isso e não ser contaminado pela histeria (segundo o professor Olavo de Carvalho, situação em que o “sujeito não diz o que sente, mas passa a sentir aquilo que disse e aquilo que disse provém de fórmulas prontas fornecidas pelo establishment”), é imprescindível que nos esforcemos para nutrirmos o nosso espírito. Como fazemos isso? Absorvendo conhecimento, buscando a verdade e defendendo-a. A verdade é a base da vida.

Reflitamos sobre um trecho do livro Vida Intelectual, do padre Sertilanges:

Toda verdade é vida, orientação, caminho para a finalidade do homem… Cristo disse como uma única afirmação: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Trabalhe e ouça o gênero humano… descubra o que pode tirá-los da noite, enobrecê-los… salva-os.

A busca do que é bom e belo é uma caminhada. E não há outro início para esta caminhada senão a partir do ensinamento da frase que estava num antigo templo grego “conhece-te a ti mesmo”. Por esta razão, o professor Olavo nos alerta sobre a necessidade de autoconhecimento. Saber quem você é no seu íntimo, entender o seu papel no mundo, entender que você é um ser único e que sua vida precisa ser significativa.

A verdade é a baliza da caminhada. O apego aos princípios nos manterá sãos em meio ao caos. Assim como Lobakczewski pôde sobreviver ao sistema patocrático comunista na Polônia, que perseguiu a ele e seus companheiros de pesquisa, onde muitos foram presos e mortos, por fim sendo deportado. Com tudo isso, ele manteve intacto seu espírito. Soube ser um homem do seu tempo, e colher naquele mal que sofria elementos que pudessem ser de valor para a humanidade. Compreender que seus dias de horror, sua experiência triste, poderia ser um material rico para estudo, prevenção e proteção das sociedades humanas em qualquer lugar do globo, ou a qualquer época, contra governos ditatoriais.

O que o ajudou a passar por tudo isso? E quanto a nós, o que pode nos ajudar, nos proteger de termos nossos espíritos destruídos? As nossas balizas morais: a verdade! O forte apego a Deus. O padre Sertilanges nos ensina que as nossas balizas precisam ser firmes. Pois elas nos guiam quando o mundo está um caos. Elas também nos guiarão para uma vida produtiva. É preciso ter claro os nossos objetivos de vida, é preciso que eles sejam estabelecidos.

A primeira lição do Curso Online de Filosofia, do professor Olavo é refletir sobre o que desejamos que digam de nós, quando findar a nossa vida na Terra? O que realizamos? Que bem fizemos? Que somos imperfeitos e mortais isto é certo. Entretanto, muitos homens, tão mortais e imperfeitos quanto nós, fizeram grandes realizações, deixaram um legado para humanidade. Devemos ser gratos a Deus por estarmos nesta época. Pois temos o privilégio de entrarmos em contato com grandes personalidades que já andaram na face da Terra e deixaram seus conhecimentos registrados em livros. Aprendamos com eles e demos graças a Deus. Ele tem cuidado de nós!


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