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Futebol e a queda da última bastilha

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Flamengo e Bahia jogaram ontem partida válida pelo Campeonato Brasileiro de Futebol. Leitor, não se engane, o tema que será tratado no artigo é político, e a história desse jogo é educativa e deveria servir como referência para os que militam na trincheira destra desta Guerra Cultural.

O Bahia vencia o jogo por 3 a 2 até metade do segundo tempo quando o jogador colombiano de seu time, Indio Ramirez, após uma dividida com o jogador Gerson, do Flamengo, o afrontou da seguinte forma: “Cala boca, negro”. Gerson se revolta e uma série de reclamações e xingamentos de parte a parte paralisam o jogo por cerca de 5 minutos. Após o reinicio do mesmo, o rubro-negro se transforma. Vinha fazendo partida razoável, mas o evento parece que o transforma e incendeia os demais companheiros que se compadecem de seu descontentamento. No fim o Flamengo vira o jogo fazendo 4 a 3 com menos um homem em campo.

Por quê identifico nesse contexto motivo para aprendizado e mudança de método? Costumamos reagir sempre na tentativa de minimizar e enfrentar a suposta vítima de injuria, o que foi feito pelo técnico do Bahia que classificou como “malandragem” a inquietação de Gerson, quando deveria ter procurado conter a consternação do adversário. Agindo assim, jogou mais lenha na fogueira.

Outro fato ocorrido recentemente foi do menino Luiz Eduardo de onze anos que após partida disputada entre escolas de futebol em Caldas Novas, interior de Goiás, chorou copiosamente pois durante o jogo o técnico do time adversário, ao orientar seu jogador, gritou: “fecha o preto!”, na intenção de que seu jogador não deixasse Luiz Eduardo livre para jogar. Esse caso algema a todos pois a reação do menino é sim genuína, mas fruto da transformação cultural empenhada com êxito pela esquerda.

Investir contra aquele que se sente vítima de injuria, tratando com desdém seu sentimento, sustenta o avanço da pauta contraria. Abre espaço para a colagem de rótulos que a esquerda sabe fazer com competência. Antes de conseguir introduzir a conjunção coordenativa “mas”, na frase já estará uma horda com tochas acesas acusando-nos de racistas. Admitir a derrota nessa batalha é imperativo e urgente porque perder essa guerra seria desastroso para o Ocidente.

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