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Fabiano Chaves: Um peso e duas medidas na Suprema Corte e no jornalismo, Ruth X Amy, a indicada de Trump

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Ruth ganhou uma homenagem digna aos heróis no filme Suprema. Já Amy quase ganha às páginas policiais por ser católica…

Ultraconservadora, uma ameaça ao assassinato de bebês. Com essas manchetes, Globo e UOL / Folha (afiliadas pela afinidade) apresentaram Amy Coney Barrett, a indicada pelo Presidente Donald Trump para substituir a juíza Ruth Ginsburg, queridinha dos socialistas / comunistas / progressistas e Hollywood, que morreu em 18 de setembro de 2020 após uma dura batalha contra um câncer de pâncreas. Ruth ganhou uma homenagem digna aos heróis no filme Suprema (2018), com Felicity Jones.

Já Amy quase ganha às páginas policiais por ser católica, comprovando, uma vez mais, a tendência e militância de parte do jornalismo.

Amy Coney Barrett deveria ser louvada, talvez até virar um filme hollywoodiano; mãe de 7 filhos, 4 meninas e 3 meninos, o caçulinha tem síndrome de down e 2 deles foram adotados no Haiti, primeira da turma na faculdade de Notre Dame, summa cum laude (com a maior das honras), e também editora do jornal da instituição, formada em Artes, trabalhou com a lenda do Supremo norte-americano, Antonin Scalia, é professora da faculdade onde se formou e por 3 vezes recebeu o título de professora do ano. Amy ganhou notoriedade quando sabatinada pelo Senado para o cargo de juíza da Corte de apelações em 2017, na audiência, uma Senadora socialista fez perguntas sobre sua religiosidade, mesmo sendo proibido, por constituição. Amy mostrou-se tranquila e respondeu que suas convicções pessoais não podem extrapolar a tinta do papel do livro que jurou defender, aliás, a mesma que a Senadora acabara de rasgar com o questionamento. No final, Amy disse que era católica. Foi o que bastou para grupos radicais de gays declararem ela como inimiga.

O mais curioso disso tudo é que Suprema (2018), filme que é uma homenagem e uma cinebiografia da vida de Ruth Ginsburg, exalta esse lado do papel da mulher na igualdade do sexo, principalmente no mundo jurídico. Ruth conquistou sua fama por ser uma defensora da mudança das leis para equiparar homens e mulheres, e usou isso justamente com um homem, o que acabou pavimentando sua escolha ao Supremo. Ao que parece a Senadora, a extrema-mídia e os militantes da esquerda têm ressalvas quanto à igualdade dos sexos.

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