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Fabiano Chaves: O filme Milada e o perigoso silêncio sobre os escravos do comunismo chinês

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Na carta de Milada Horáková encontrada pelo governo tcheco dos arquivos do comunismo, ela diz: “Recentemente, li em algum lugar que uma carta é como um raio de luz de uma estrela distante. Sua luz chega até nós e nos ilumina”…

Foi numa carta, escrita por um escravo chinês em 2008 e escondida num brinquedo vendido no outro lado do mundo, que uma norte-americana descobriu os chamados “sweat shop” chinês (fábricas de trabalho escravo).

A carta denunciava a perseguição política e religiosa na China. Nela, Zhang (um codinome) contava que estava num campo de concentração chamado Masanjia e implorava ajuda do mundo. Das 8 cartas que implantou nos objetos que fabricava, só essa encontrou luz. 

A carta de Milada era pra sua filha, Jana, que brigou com a mãe por abandoná-la na sua luta contra o nazismo e o comunismo. A carta só chegou às suas mãos quando o governo abriu os arquivos secretos do regime socialista, muitas décadas depois, encontrando Jana já no final da vida.

O filme Milada, da Netflix, fala sobre essa ativista dos direitos humanos, que combateu o nazismo, mas não resistiu ao comunismo, sendo enforcada em 27 de junho de 1950, mesmo após pedidos de clemência de nomes como Albert Einstein, Sartre e Winston Churchill.

O silêncio dos crimes cometidos pela China nos tempos atuais nos traz de volta essa triste época da humanidade. Época em que renomados nomes do jornalismo, como Walter Duranty e George Bernard Shaw negavam a existência do comunismo (qualquer semelhança com a atualidade não parece ser mera coincidência). Verdade seja dita que líderes, como Donald Trump e Jair Bolsonaro e mídias independentes, como o Jornal Vera Cruz, são vozes ativas de denúncia desses crimes contra a humanidade em nome de uma ideologia criminosa e satânica, que insiste em permanecer viva em nossa sociedade. 

…”Recentemente, li em algum lugar que uma carta é como um raio de luz de uma estrela distante. Sua luz chega até nós e nos ilumina. Mostra-nos o caminho na escuridão, mesmo que sua fonte tão distante muitas vezes não exista mais”.

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