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Brasil retoma produção de urânio e deve se tornar autossuficiente e exportador do metal

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O governo federal retomou a produção de urânio na unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, na Bahia. As atividades estavam paradas desde 2015.

No dia primeiro deste mês, o Brasil inaugurou uma nova mina na Bahia, retomando assim a produção de urânio após interrupção de cinco anos. Foi realizada uma cerimônia na Unidade de Concentração de Uranio (URA) da INB, no Município de Caetité, na Bahia e contou com a presença do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Durante o evento, foi feita uma detonação simbolizando o início da lavra a céu aberto na Mina do Engenho.

Segundo o Ministro, a retomada ¨foi uma determinação do Presidente Jair Bolsonaro, uma conquista para a INB e para o país. Representa também um fator importante para a geração de empregos e recursos para a região sudoeste da Bahia. Esta retomada á a primeira fase para consolidar nossa proposta de tornar o Brasil autossuficiente e um exportador de yellowcake¨.

Na Unidade de Concentração de Urânio são realizadas as duas primeiras atividades do ciclo do combustível nuclear, a mineração e o beneficiamento do Uranio. O resultado será o concentrado de Uranio, conhecido como yellowcake.

O Ministro destacou também a importância da energia nuclear para uma matriz energética baseada nos princípios do desenvolvimento sustentável. Ele destacou que análises do painel intergovernamental sobre mudanças climáticas da ONU e da Agência Internacional de Energia indicam significativa participação da fonte nuclear pelos países nos próximos 30 anos para atender as demandas de geração de energia de base e em larga escala para a transição energética para descarbonização da economia.

No Brasil, o Uranio é matéria prima para a fabricação do combustível que abastece as usinas nucleares e para a propulsão nuclear de submarinos.

¨Nós temos hoje, duas usinas em operação, Angra 1 e Angra 2. A retomada da produção de urânio vai permitir que a INB continue fabricando elemento combustível e garanta que as usinas continuem gerando energia. 30% da energia do Rio de Janeiro é fornecida por essas usinas, que garantem também a estabilidade de sistema interligado, como da região Sudeste, que é um centro de carga que distribui para o Brasil todo.

Atualmente o Brasil ocupa a nona colocação na reserva de urânio no mundo.

Eduardo Grand Court, assistente de Governança do Setor Nuclear do Ministério de Minas e Energia, ressaltou que na década de 70 o Brasil mapeou só 30% do território, e ainda sim somos a nona reserva mundial e que então, se retomarmos esse estudo, como planejado pelo Ministro Bento Albuquerque, vamos conhecer uma capacidade ainda maior de reserva de urânio.

O Ministro ainda afirma que estamos avançando nos ajustes necessários para a atualização do Marco Legal da Atividade Nuclear. Muito em breve será criada a Autoridade Regulatória Nuclear e tal estruturação irá prover melhores condições tanto para o licenciamento e fiscalização como também para pesquisas na área de biociências, medicina nuclear radioatividade de alimentos, meio ambiente e outras.

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