Política

Após interromper missa, Secretária de Saúde pede exoneração

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Acusada de cristofobia nas redes sociais, a secretária Marcia Cansian lamentou o ocorrido, mas disse que a medida precisou ser cumprida diante do atual cenário da Covid-19 na região em obediência ao decreto estadual.

Após conduzir a interrupção de uma missa neste sábado (28), a Secretária de Saúde do município de Botuverá (SC), Márcia Adriana Cansian, pediu exoneração do cargo. A informação foi confirmada pela gestão do município na tarde desta quarta-feira (2) e publicada pelo jornal regional Olhar do Vale e os motivos da exoneração não foram revelados.

A exoneração ocorre quatro dias após a secretária ter utilizado a polícia e a vigilância sanitária para interromper uma missa de Crisma na Paróquia São José, que era presidida pelo Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck.

Em nota da Arquidiocese, Dom Wilson criticou duramente o ato e comparou às perseguições a cristãos ocorridas em outros países.

Apesar da enxurrada de críticas nas redes sociais e da indignação do próprio Arcebispo, Marcia chegou a dizer que a missa não devia ter sido feita.

De acordo com o pároco, padre Paulo Riffel, tudo causa estranheza: “Nós tínhamos programado o Crisma há um bom tempo juntamente com o arcebispo da nossa diocese. Estava tudo organizado, a vigilância veio inclusive na quinta-feira (26) de manhã, olhou, ajudou a organizar os espaços, depois, de noite, sem me comunicar nada, mandaram uma mensagem por WhatsApp que deveria ser cancelado. Eu pensei: “Mas, não pode”, então na sexta pela manhã eu marquei um encontro com o prefeito, conversamos, analisamos, juntamente com o jurídico e foi então liberada a celebração e nós observamos os 30% do culto religioso da Santa Missa com 1200 lugares, ocupamos então 312 lugares.

Então tudo estava correndo da melhor forma possível e na metade da missa veio então a Secretária da Saúde com a vigilância e com o policial para interromper a celebração. Conseguimos levar até o final da crisma, sendo crismados os participantes, como também na hora da comunhão foi nos avisado que iriam entrar com os policiais. Então, o bispo decidiu então fazer a oração final, agradecer e dar a benção”.

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