Política

Alexandre Kalil e a nova “lei seca” de Belo Horizonte

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O povo de Belo Horizonte, a partir da última segunda-feira (7), não encontrou mais bebidas alcoólicas nos cardápios de vários estabelecimentos comerciais da capital mineira. Qual a causa disso? É que seu prefeito assinou um decreto restritivo que coloca empregos e famílias em risco de forma ditatorial. Tudo em nome da “ciência”.

O prefeito reeleito da capital de Minas Gerais, Alexandre Kalil, foi assunto de várias discussões e publicações nas redes sociais na semana passada, quando um descontentamento geral foi percebido. O ditador de 61 anos de idade assinou na última sexta-feira (4) o decreto municipal nº 17.484 que estabeleceu uma espécie de “lei seca” em BH que vigora desde segunda-feira (7).

As padarias, lanchonetes, bares, restaurantes, cantinas, clubes, sorveterias, feiras públicas ou licenciadas estão proibidas de comercializar bebidas alcoólicas para seus clientes. Tudo isso para proteger você, pagador de impostos, da COVID-19 em nome da “ciência”, ok?

Para piorar a situação, a Abrasel, Associação que representa os bares e restaurantes no País, alegou ter sido ignorada para Prefeitura de Belo Horizonte. Vejamos a fala de Matheus Daniel, presidente da entidade: “colocamos a Abrasel à disposição da prefeitura para construir uma solução em conjunto, buscando a saúde das pessoas e a preservação dos negócios. Mas a prefeitura ignorou a nossa proposta, ignorou nos colocar na discussão, um setor que representa milhares de empregos e empresas.”

Será que Kalil esqueceu que Belo Horizonte é a capital mundial dos bares? BH é a cidade que tem mais bares por habitantes no planeta! O setor move a economia da metrópole e essa ação nefasta e ditatorial coloca em risco o emprego centenas de milhares de pessoas. O prefeito não sabe que no dia a dia esses trabalhadores dão suas vidas nos estabelecimentos comerciais a fim de ter um ganha pão? A fim de sustentar seus estudos e suas famílias?

O empresário ainda fez afirmações estúpidas no famigerado “Roda Viva”, ainda na semana passada. Na ocasião, Kalil afirmou não ter fechado o shopping popular da capital porque o lugar emprega vários – pasmem – detentos que portam tornozeleira eletrônica. O motivo alegado foi que a medida adotada visava uma precaução para não gerar uma “convulsão social.” Compreendamos então a lógica do prefeito: o trabalhador precisa ficar em casa sem trabalhar e sem saber como pagará os boletos que chegarão para serem quitados. Os bandidos, por sua vez, terão o privilégio de trabalharem porque senão vão gerar “caos” na cidade.

Lembro-vos, caros leitores, que na campanha eleitoral, Kalil dizia as seguintes palavras: “A prioridade de 2021 é o emprego. Nós não temos outra prioridade. Nós temos que recuperar a economia. Olhar taxinha que cobra, estender lugar de pôr mesa na rua, aumentar o horário do comércio. Isso existe. A Secretaria de Planejamento já está com um plano quase pronto para a retomada da economia em 2021”. A realidade, no entanto, é claramente desconexa com as falas do mandatário. O referido político ainda disse, no mesmo programa de TV, que fechará BH sem medo. Aí você já viu… se quando precisava de votos o fez, imaginem agora que não precisa mais porque já está reeleito.

Esse decreto da “lei seca” vem corroborar com todas as alegações anteriormente dadas e nos leva a concluir o óbvio: Alexandre Kalil é um mentiroso e um ditador.

Algum trabalho, porém, já está sendo feito pela oposição. O jovem vereador eleito Nikolas Ferreira entrou com uma ação por danos morais contra Alexandre Kalil depois das falas no programa de televisão. A base da ação reside na visão de que a Prefeitura de Belo Horizonte priorizou os bandidos e colocou em segundo plano os direitos dos trabalhadores de bem.

Esperamos que o Bom Deus ajude o povo de Belo Horizonte que erroneamente votou mais uma vez nesse esquerdista e com isso irá passar por mais 4 longos anos nas mãos de um homem que, se derem brecha, vai querer sentar-se em uma famosa cadeira na Cidade Administrativa de Minas Gerais em 2023.

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